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Lojas virtuais: não há mais espaço para amadores no e-commerce

Elementos que demonstram o porquê não há mais espaço para amadores no e-commerce.

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O e-commerce no Brasil vem conseguindo ganhar mais amadurecimento e é muito promissor para aqueles que têm uma boa ideia e grande disposição para enfrentar todos os desafios que uma loja virtual pode trazer. Por isso, um e-commerce terá sucesso se for gerenciado por empreendedores “aventureiros”.

O amadorismo no digital perde espaço para players consolidados e barreiras de entrada que antes não existiam. O mercado virtual brasileiro está exigindo profissionais qualificados para auxiliarem na gestão eficiente e na elaboração de estratégias de marketing digital.

Os números do setor no ano passado e a previsão para os próximos anos animam muitos empreendedores e profissionais da área. O faturamento do e-commerce em 2014 foi de R$ 35,8 bilhões e as previsões mais pessimistas para 2015 falam em R$ 43 bilhões. Esse crescimento se dá com a entrada de novos consumidores na web e com a difusão do hábito de compras online (cultura que não existia em alguns anos atrás).

Os valores para a construção de um e-commerce e todos os outros elementos para o crescimento dele, como promoções, SEO, links patrocinados, e-mail marketing, etc., estão cada vez mais altos devido a complexidade com a concorrência atualmente, sendo que o mercado é dominado por concorrentes cada vez maiores, o que por sua vez, gera uma guerra por preços.

Investidores seletivos

Apesar do cenário eletrônico no Brasil esteja promissor e também exista dinheiro disponível e grupos dispostos a investir, as exigências estão sendo bem maiores que o esperado. Mesmo com o potencial do comércio eletrônico brasileiro, investidores e fundos parecem estar mais rigorosos e menos dispostos a aplicar seus recursos em planos de negócios que não se mostrem sustentáveis, o que também indica uma maior maturidade.

Muitos investidores estão dispostos a colocarem recursos, porém, o que falta são os projetos por parte dos empreendedores, em que os investidores esperam bons planos de negócios. Tem muito dinheiro disponível no mercado, mas faltam pessoas preparadas. Quem possuir um bom projeto, não vai encontrar dificuldades para conseguir um investidor. Não basta apenas uma boa ideia para obter financiamento.

Logística

A logística é um ponto crucial para o desenvolvimento de um e-commerce, sendo que os problemas estruturais ligados ao transporte de mercadorias pelo território nacional é inclusive apontado por muitos especialistas como um dos motivos que retardam a entrada de players como a Amazon no Brasil. Além do valor alto dos envios, algumas regiões são praticamente impossíveis de serem atendidas ou simplesmente ficam inviáveis para o lojista.

Legislação

O comércio eletrônico no Brasil ainda é muito recente e só agora que começam a surgiram leis mais específicas para a regulação do e-commerce no país. Os elementos tributários são um dos complicadores no planejamento destes negócios. Além de que a legislação está bastante rigorosa.

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